A emancipação política de Araripina ocorreu em 1928. No dia 11 de setembro de 2016, a cidade completou 88 anos de emancipação política, portanto. Antes, o distrito de São Gonçalo pertencia ao município de Ouricuri. Até o início de 1943, Araripina se chamava São Gonçalo. O primeiro prefeito foi nomeado em 1928, assumindo o cargo em 1º de janeiro de 1929.

Nesses 88 anos de existência como município independente, Araripina teve um total de 28 prefeitos, muitos deles nomeados, outros eleitos pelo voto popular em eleições acirradas ou de consenso. Alguns governaram durantes os quatros anos estabelecidos pela Legislação Eleitoral, outros tiveram o mandato estendido por dois anos e, finalmente, tiveram aqueles que permaneceram no cargo por dias, semanas ou meses.

Apresentamos a seguir, a trajetória política destes homens públicos, mostrados não apenas pelo elenco de suas realizações, mas também pela magnitude de suas personalidades. São fatos e histórias encontradas nas escassas obras biográficas existentes sobre o assunto e em relatos obtidos em conversas informais com políticos e intelectuais da cidade, que participaram ou conviveram com esse passado remoto e cotidiano do povo sertanejo, nos primeiros anos da cidade de Araripina.

 

I – FASE DOSPREFEITOS NOMEADOS

                                                                       

01 – Joaquim José Modesto (1929-1932)

         Subprefeito: Antônio Máximo Rodrigues

– Tipo de eleição: nomeado por se tratar de município novo

 

Filho do Coronel Victor José Modesto, um dos fundadores de São Gonçalo, atual Araripina, Joaquim José Modesto nasceu em São Gonçalo, no ano de 1888. No livro de Edênia Batista sobre a família (Em nome do pai e dos filhos-Família Modesto, Recife, Editora Bagaço, 2005), Joaquim Modesto é apresentado como uma pessoa inteligente e autodidata e que, ainda jovem, escreveu artigos para jornais da capital pernambucana. Dedicou-se inicialmente às atividades de comerciantes sem deixar, contudo, de exercer atividades políticas na luta pelo desenvolvimento econômico de sua pequena São Gonçalo, que permanecia como distrito do município de Ouricuri.

 

02 – Francisco da Rosa Muniz (1932/1934)

       -Prefeito nomeado

 

Francisco da Rosa Muniz, ou Chico Cícero, como era mais conhecido, foi nomeado prefeito de São Gonçalo por sua luta em prol da emancipação e criação do novo município e pelos novos rumos da política nacional depois da Revolução de 1930.

Em Pernambuco, Carlos de Lima Cavalcanti assumiu a chefia do governo estadual e sua primeira providência foi desmontar todo o aparelho político e administrativo da ordem anterior, mais conhecida como República Velha. A Câmara dos Deputados de Pernambuco e os Conselhos Municipais de todo o Estado foram dissolvidos. Alguns prefeitos eleitos em 1928 foram destituídos e novos prefeitos nomeados pelo Interventor Estadual. Como houve adesão ao movimento revolucionário encabeçado por Getúlio Vargas, São Gonçalo conseguiu preservar seu prefeito Joaquim José Modesto, que permaneceu no cargo por mais dois anos.

 

O que representou a Revolução de 1930?

 

Foi um movimento armado, liderado pelos estados de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul culminando com o Golpe de 1930, que depôs o presidente da república Washington Luís, em 24 de outubro de 1930, impediu a posse do presidente eleito Júlio Prestes e pôs fim à República Velha. Getúlio Vargas assumiu a chefia do “Governo Provisório” em três de novembro de 1930, data que marca o fim da República Velha no Brasil. ( http://www.infoescola.com/historia-do-brasil/revolucao1930/  acessado em setembro de 2016.)

Em Pernambuco, Carlos de Lima Cavalcanti assumiu a chefia do governo estadual e sua primeira providência foi desmontar todo o aparelho político e administrativo da ordem anterior, mais conhecida como República Velha. A Câmara dos Deputados de Pernambuco e os Conselhos Municipais de todo o Estado foram dissolvidos. Alguns prefeitos eleitos em 1928 foram destituídos e novos prefeitos nomeados pelo Interventor Estadual. Como houve adesão ao movimento revolucionário encabeçado por Getúlio Vargas, São Gonçalo conseguiu preservar seu prefeito Joaquim José Modesto, que permaneceu no cargo por mais dois anos.

 

03 – João Cavalcanti Lima (1934/1935)

Prefeito nomeado

 

Nomeado no mesmo ato que exonerava Francisco da Rosa Muniz, João Cavalcanti, cearense da cidade de Araripe, assumiu a Prefeitura de São Gonçalo em setembro de 1934. Ficou na Prefeitura até maio de 1935. Nomeado para completar o mandato de Chico Cícero, o prefeito nomeado pouco pôde fazer em termos de realizações e obras. Seus atos se resumiram a nomeações e demissões de funcionários, nos nove meses em que foi prefeito de são Gonçalo.

João Cavalcanti Lima era cearense da cidade do Araripe, no Estado do Ceará onde nasceu em setembro de 1911. Seus avôs paternos eram de Olinda, PE. Foi professor particular, Secretário e Prefeito de São Gonçalo, Guarda Fiscal Fazendário e Delegado de Polícia. Dirigiu a Prefeitura de São Gonçalo por apenas nove meses e 14 dias, sendo substituído por Joaquim Alexandre Arraes. Antes fora Secretário-Tesoureiro da Prefeitura, substituindo Manoel Ramos de Barros. Pela sua competência e probidade, mereceu a confiança do Interventor Estadual, Carlos de Lima Cavalcanti, para ocupar o cargo de Prefeito.

 

04 – José Deodato Santiago (Zé Bringel)   (junho/julho de 1935)

       Prefeito nomeado

 

       Joaquim Alexandre Arraes havia sido nomeado prefeito de São Gonçalo em substituição a João Cavalcanti Lima, mas ficou no cargo por pouco mais de um mês. Alegando afazeres particulares, o Major Quincó, como era mais conhecido pediu exoneração do cargo o que foi feito em princípios de julho de 1935, sendo nomeado, para substituí-lo, o Sr. José Deodato Santiago.

Aqui recorremos mais uma vez ao livro de Francisco Muniz, já citado. José Deodato Santiago, ou Zé Bringel, como era mais conhecido foi nomeado, mas quem tomou posse foi o seu pai, Deodato Pereira Santiago, o Senhor Bringel, conforme documentos da época. Como seu antecessor, ficou pouco tempo na prefeitura. Assinou apenas dois atos administrativos relativos a nomeações de funcionários municipais.

Em 12 de julho de 1935, Zé Bringel assume finalmente a Prefeitura de São Gonçalo permanecendo por dois anos. Obras em benefício da população foram realizadas, como a conservação das estradas do município, compra de móveis e equipamentos para escolas e sede da Prefeitura. Autorizaram subvenções à Banda de Música dirigida por Álvaro Campos.

José Santiago Bringel foi afastado da Prefeitura, em 1937, por conta d0 Golpe de Estado, conhecido como Estado Novo.

O que representou e provocou o golpe de 1937?

Mesmo tendo sido derrotado nas eleições federais de 1929, o gaúcho Getúlio Vargas se tornou presidente do Brasil por toda a década de 1930. Isso porque o político recebeu apoio de alguns estados para acabar com o modelo político vigente anteriormente, conhecido como República Velha que tentava eternizar a prática do “Café com Leite”, por alternar o poder entre as oligarquias agrárias dos Estados de São Paulo (produtor de café) e Minas Gerais (produtora de leite).

Em 1934, deveria haver uma nova eleição para a presidência, porém Getúlio Vargas conseguiu uma manobra política para permanecer no poder até a próxima eleição, que seria em 1938. Porém, antes mesmo da eleição deste ano, o gaúcho conseguiu organizar uma nova estratégia que o permitiria continuar na presidência até 1945. As eleições já estavam marcadas para janeiro de 1938, mas, ainda em 1937, ocorreu uma denúncia de que os comunistas estavam tramando para tomar o poder no país. Essa denúncia ocorreu no dia 30 de setembro daquele ano e serviu de base     para que Getúlio Vargas colocasse o país em alerta.

Então, o Golpe de 1937 permitiria a permanência de Getúlio Vargas na presidência, eliminando as eleições que já estavam marcadas para o ano seguinte. O gaúcho tornar-se-ia um ditador, estabeleceria uma nova Constituição para o Brasil e governaria sem limite de mandato. O Golpe iniciou o período conhecido como Estado Novo, que só chegaria ao fim no ano de 1945. ( http://www.infoescola.com/historia-do-brasil/golpe-de-1937/,acessado em setembro de 2016.

 

05 – Joaquim Alexandre Arraes (1935/1938)

        -Prefeito nomeado

 

O Major Quincó como era chamado o Sr. Joaquim Alexandre Arraes era cearense de Campos Sales tendo chegado a São Gonçalo em 1912 para exercer atividades comerciais. Assume pela segunda vez a prefeitura da cidade com a derrubada dos prefeitos municipais por conta do Golpe de 1937, explicado anteriormente. Realizou obras de destaque na área de assistência médica, retirada dos entulhos da igreja nova que caíra em 1936, aproveitando o material para o nivelamento da Praça da Matriz. Criou duas escolas municipais, uma na sede do município e outra em Morais e fez melhoramentos nas estradas do município.

A administração pública continuava não se constituindo em um atrativo para o Major Quincó, pediu exoneração do cargo, sendo substituído por Manoel Ramos de Barros, em 1938.

                  

06 – Manoel Ramos de Barros (1938/1940)

       -Prefeito nomeado

 

        Natural do Município de São José do Belmonte-PE, Manoel Ramos de Barros nasceu na fazenda Boqueirão, do Distrito de Bom Nome,em 1909,filho do Capitão Francisco Ramos Nogueira e de Maria Santina de Barros.Chegou em São Gonçalo no ano de 1922,onde seu pai se estabeleceu com uma casa de tecidos.Em 1929, um ano após a emancipação política de São Gonçalo,posteriormente Araripina, Manoel Ramos já atuava como secretário do Conselho Municipal local.Foi Tesoureiro e Secretário da Prefeitura na administração do Prefeito nomeado Francisco da Rosa Muniz(1932-1934).

Seu Né Ramos, como era chamado, já dispunha de larga experiência na administração pública, tendo exercido, em administrações anteriores, cargos importantes. Assumiu a Prefeitura de São Gonçalo aos 29 anos de idade, em 1938, a convite do Interventor Federal em Pernambuco, Carlos de Lima Cavalcanti. Permaneceu no cargo até o início de janeiro de 1940,quando pede demissão do cargo e nomeia um Secretário para substituí-lo,antes da posse do seu sucessor.

 

07 – José de Araújo Lima (1940/1946)

        -Prefeito nomeado

 

        O mesmo ato que exonera, a pedido, Manoel Ramos de Barros, em 1939,nomeia o Dr. José de Araújo Lima como novo prefeito de São Gonçalo. Médico formado na Faculdade de Medicina da Bahia veio para São Gonçalo um ano após a conclusão do curso. Foi o primeiro médico a residir na cidade. Montou consultório em São Gonçalo onde atendia moradores da cidade e do interior de outros municípios. Logo se integrou à comunidade ganhando a confiança e simpatia de todos. Com a ajuda do professor Manoel Bonifácio da Costa fundou o Instituto Educativo de São Gonçalo, estabelecimento de ensino primário que se tornou muito importante para a população da época. Junto a outros araripinenses como Joaquim José Modesto, Pe. Luiz Gonzaga, Chico Cícero, Seu Né Ramos e Joaquim Pereira Lima fundaram a Cooperativa Agropecuária de Araripina para a assistência aos agricultores e criadores da região.

 

08 – Ademar Alves Freitas (1946/1947)

        –Prefeito nomeado

 

        Ligado a UDN, um dos novos partidos fundados depois da queda do Estado Novo e adversário histórico e ferrenho ao PSD, de Dr. Araújo, Dr. Ademar de Freitas teve pouco tempo para grandes obras. Seu governo foi caracterizado, como tantos outros que lhe antecederam, por nomeações, demissões e transferências de funcionários. A diferença, no entanto, era que agora as demissões e transferências tinham assumido caráter de perseguição política. Depois de passar o exercício do cargo para seu Secretário, Celso Correia que nele permaneceu por apenas dois dias. Dr. Ademar Freitas demorou pouco tempo em Araripina tendo se transferido para Goiânia, capital do Estado de Goiás, onde passou a exercer a sua profissão de cirurgião dentista.

 

09 – Rubem Neri da Silva (05 a 08-1947)

        –Prefeito nomeado

 

        Rubem Neri exercia as atividades de tabelião e escrivão do Cartório Único de Araripina. Udenista como Dr. Ademar Freitas, continuou a política adotada por este em termos de perseguição ao servido público que, não época, não gozava de estabilidade no emprego. Permaneceu por pouco tempo frente à Prefeitura, não realizando qualquer obra de destaque, nos quase quatro meses em que ficou na prefeitura.

 

10 – Luiz Gonzaga Duarte (08/09-1947)

         Prefeito nomeado

 

O comerciante Luiz Gonzaga Duarte, nasceu em Flores-PE, em 1909,chegando a Araripina, em 1940. Ele encerra o ciclo de prefeitos nomeados, que teve início com a criação do município, em 1928. A População de São Gonçalo, rebatizada de Araripina, em 1943, não tinha participado ainda de nenhuma eleição de prefeito, vice e vereadores eleitos pelo voto popular por  o País se encontrar  sob um regime ditatorial. Mandava nos municípios, segundo Francisco Muniz Arraes, em obra já citada anteriormente, sobretudo naqueles mais distantes da capital, quem tivesse as bênçãos dos todo-poderosos da época que, nomeados, deviam estrita obediências aos interventores estaduais, não levando em conta os interesses da população local que ainda não havia tido a oportunidade de escolher, pelo voto popular, seus administradores municipais. Com a queda de Getúlio,em 1945,novos ventos democráticos começaram a soprar pelo país adentro. Eleições presidenciais e para os Estados haviam sido realizadas depois de 1945, com a deposição de Getúlio Vargas.

Como tantos que lhe antecederam, Luiz Gonzaga Duarte dirigiu o município com absoluta tranquilidade e fez uma administração que deixou resultados altamente positivos. Ampliou o sistema de ensino municipal, criando novas unidades escolares nos distritos; fundou o curso ginasial que na época sucedia o ensino fundamental. Construiu, em convênio com o governo estadual, o prédio do Ginásio São Gonçalo, considerada a maior obra do seu governo. Hoje, o local abriga a Escola Estadual  Pe. Luiz Gonzaga. Melhorou também o aspecto urbano da cidade com a construção da Praça Cel. Antonio Modesto e iniciou o calçamento de algumas ruas do centro de Araripina.

Era casado com a Sra. Anita Duarte, mulher empreendedora do comércio, com quem teve quatro filhos. Foi por duas vezes prefeito do Município de Araripina. Faleceu em Recife no ano de 1978.

 

II – FASE DOS PREFEITOS ELEITOS PELO VOTO POPULAR

 

        Nas eleições municipais realizadas em todo Brasil entre 1946 e 1964, o eleitor votava separadamente para o cargo de prefeito, vice-prefeito e de subprefeitos dos Distritos. A partir de 1965, o Colégio Eleitoral estabeleceu a chapa única e os cargos de subprefeitos foram extintos para pequenas cidades. A data das eleições não era unificada, dependia da Constituição do Estado, por isso tivemos eleições realizadas em julho e em agosto aqui em Araripina. A Constituição de 1988 confirmou essas decisões com relação ao sistema de votação em separado e às datas, práticas que são adotadas até hoje.

A primeira eleição democrática realizada em Araripina ocorreu em outubro de 1947. Os dois mais importantes partidos políticos existentes no Brasil, Partido Social Democrata-PSD e a União Democrática Nacional-UDN. Ao PSD eram filiados em Araripina lideranças políticas locais como os ex-prefeitos Joaquim José Modesto, Manoel Ramos de Barros, Dr. Araújo Lima, Francisco da Rosa Muniz, Luiz Gonzaga Duarte, subprefeitos e integrantes do Conselho Municipal que foi substituído pela atual Câmara de Vereadores como Dionísio de Deus Lima, Joaquim Berto e Antonio de Braz Sobrinho. Optaram pela UDN nomes como o de Suetone Alencar e Prisco, Nilo e Plínio Arraes, todos descendentes do Major Quincó.Também podemos citar o Sr. Bringel, Zé Bringel, Álvaro Campos e José Arnaud Campos.

As eleições foram marcadas para o dia 26 de outubro de 1947. Dois candidatos disputaram a Prefeitura de Araripina, Manoel Ramos de Barros, pelo PSD, com Joaquim Pereira Lima como candidato a vice-prefeito e Suetone Alencar, pela UDN, com José Arnaud Campos para vice. As eleições foram acirradas e comícios memoráveis foram realizados pelos candidatos que disputavam o poder local. Devemos lembrar que estava havendo eleição para a Câmara Municipal que, na época, dispunha de nove vagas.

Os resultados favoreceram o PSD que elegeu o prefeito Manoel Ramos de Barros e quatro vereadores. A UDN elegeu cinco vereadores para a câmara municipal.

      

11 – Manoel Ramos de Barros (1947/1951)

        -Vice: Joaquim Pereira Lima

 

Manoel Ramos de Barros fez uma boa administração apesar de ter minoria na Câmara Municipal. A cidade passava por um surto de crescimento já iniciado durante a Segunda Guerra Mundial quando muito contribuiu para o abastecimento de alimento às Forças Armadas do Brasil. Gado e farinha de mandioca eram levados para Arcoverde, de onde seguiam de trem para Caruaru e Recife. Com isso, as finanças municipais estavam equilibradas o que possibilitou que a Prefeitura, em convênio com o Governo do Estado, construísse o primeiro prédio escolar de ensino público no município, o Grupo Escolar Pe. Luiz Gonzaga. O ensino municipal foi ampliado com esta nova escola e outras abertas nos Distritos. Através de um convênio com a Cooperativa Agropecuária foi instalado o serviço de luz elétrica e construído um açougue público na sede. Apesar dos novos ventos de progresso, a cidade crescia desordenadamente, as ruas continuavam desalinhadas, empoeiradas, no verão e lamacentas no período das chuvas. Pouca preocupação com o ordenamento urbano, herança da cultura portuguesa que, segundo estudiosos, nunca se mostraram um primor em termos de planejamento urbano, ao contrário dos seus contemporâneos espanhóis e anglo-saxões que também implantaram colônias na América.

 

12 – Luiz Gonzaga Duarte (1951/1955)

       -Vice: Joaquim Pereira Lima

 

As eleições de 1951 foram realizadas em 1º de julho em disputa bastante acirrada. Mais uma vez o PSD levou vantagem, elegendo prefeito, vice e a maioria dos vereadores municipais. Com o apoio do Governo do Estado e a maioria de 2/3 na Câmara, Luiz Gonzaga Duarte realizou uma boa gestão em seu segundo mandato como prefeito de Araripina, deixando resultados bastante positivos.

Nasceu em Flores, no Sertão do Pajeu, no ano de 1909. Chegou a Araripina, em 1940, para atuar no comércio. Era casado com a Sra. Anita Duarte, mulher que também foi empreendedora no comércio, com quem teve quatro filhos. Ao deixar a prefeitura, abandonou a atividade político-partidária. Faleceu em Recife em 1978.

 

 

13 – Joaquim Pereira Lima (1955/1959)

        -Vice: Manoel Ramos de Barros

 

Para as eleições, realizadas em três de outubro de 1955, não houve disputa por conta de um acordo político entre os partidos. O PSD ficava com o prefeito, o vice e os subprefeitos de Morais e mais cinco vereadores. Cabendo à UDN as subprefeituras de Olho D’Água e quatro vereadores. Com o acordo selado, as eleições foram mornas e com poucos comícios.

Joaquim Pereira Lima nasceu em Floresta, no Sertão do São Francisco em 1915. Filho de Livino Pereira Lima e Santina Gomes Pereira. Chegou, na companhia dos pais, a São Gonçalo em 1928 e começou a trabalhar na agricultura e pecuária. Com a morte do pai, assumiu os encargos da família, ajudando na criação e na educação de seus nove irmãos. Dedicou-se à atividade comercial, na qual progrediu. Era casado com a Sra. Rivanda Albuquerque e pai de dez filhos. Desempenhou diversas funções públicas, como: Presidente e fundador da Cooperativa Agropecuária de Araripina;foi suplente de Juiz de Direito e de Promotor; Delegado de Polícia; Vereador; Vice-prefeito; prefeito e Deputado Estadual em duas legislaturas.

O vereador José Barreto de Alencar (Dorico) faleceu no exercício do mandato. Como só haviam sido registradas candidaturas iguais ao número de vagas, conforme prática adotada por todos os partidos, novas eleições para a Câmara Municipal foram marcadas para o dia 15 de dezembro de 1957, envolvendo apenas eleitores da sede do município em 10 seções instaladas. A candidata única, viúva do vereador falecido, Dona Cecy de Alencar foi eleita para ocupar a vaga em disputa, sendo considerada a primeira mulher a se tornar vereadora em Araripina e umas das primeiras do Estado, também. Em razão disso, o seu nome foi dado ao Memorial Histórico de Araripina.

 

14 – Manoel Ramos de Barros (1959/1963)

         Vice: José Gualter Alencar

 

A fase de radicalismo entre PSD e UDN na cidade de Araripina arrefecia a cada eleição. Com o acordo político para prefeito, vice, vereadores e Assembleia Legislativa, feito na eleição anterior e os resultados a nível Federal, possibilitaram a formação de duas correntes políticas, a Frente Democrática, sob a sigla do PSD, mas que incluía udenistas e as Oposições Unidas com candidatos do PSD, UDN e PTB para as disputas em todo o Estado.

Manoel Ramos, Seu Né assumia a Prefeitura de Araripina pela terceira vez. Desta vez cuidou mais da urbanização da cidade que vinha crescendo bastante nos últimos anos. Providenciou calçamento de muitas ruas sem deixar, no entanto, de melhorar e ampliar as escolas municipais. O setor de saúde recebeu atenção especial. No meio rural, procurou ampliar e conservar as estradas de acesso às vilas, povoados e distritos existentes no município.

Sob a presidência do jornalista e escritor Geraldo Falcão, criou uma comissão encarregada de substituir nome da maioria das ruas da cidade. A preocupação do prefeito Manoel Ramos, segundo Geraldo Falcão, era prestar homenagens aos líderes políticos que se destacaram na luta pela emancipação e desenvolvimento de Araripina, em anos anteriores. Justificava sua proposta com a explicação de que nomes da projeção política e cultural do Brasil, como Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, Castro Alves, Tiradentes, José de Alencar, entre tantos outros, já eram homenageados em todas as cidades do Brasil. Araripinenses ilustres e importantes para o desenvolvimento da cidade estavam sendo esquecidos e, com o nome dado às ruas de Araripina, a partir de então, seriam lembrados em gerações futuras. O trabalho foi executado com sucesso e, hoje, nomes como os de Cel. Antonio Modesto, José Barreto de Souza Sombra, Henrique Alves Batista, José Santiago Bringel, Antonio de Barros Muniz foram lembrados e constituem memória viva da história do município de Araripina até os dias de hoje.

 

15 – Sebastião Batista Modesto (1963/1969)

        -João Lyra de Carvalho

 

As eleições foram realizadas em agosto de 1963 sob um clima de muita disputa política. Manoel Ramos que estava concluindo com grande sucesso sua gestão junto ao executivo municipal tentou colocar o nome do vereador José Arnaud Campos, farmacêutico de prestígio na cidade, para concorrer à prefeitura de Araripina. Não conseguiu seu intento. José Gualter Alencar não aceitou a indicação de Seu Né e se apresentou como candidato a prefeito em 1963, tendo como vice o Sr. José Arruda Jacó. Do outro lado, lideranças da oposição se reuniram e apresentaram o nome de Sebastião Batista Modesto, com o comerciante João Lyra para o cargo de vice-prefeito, para concorrer com Zé Gualter.

Articulações políticas entre as lideranças locais realizadas de última hora resultaram na primeira derrota política de Manoel Ramos, que estava concluindo seu terceiro mandato e ainda dispunha de grande força política no município. Francisco Muniz Arraes, em seu Araripina, História, Fatos & Reminiscências afirma que a vitória de Sebasto Batista mostrava que a oligarquia pessedista local estava se esgotando. Muita gente nova estava participando ou queria participar das políticas municipais. A campanha, segundo ele, foi muito acirrada, mas se conteve dentro dos limites de respeito com o resultado sendo aceito sem contestação.

 

16 – Raimundo Batista de Lima (1969/1973)

       -Vice: Luís Barreto Alencar

 

A legislação política implantada após o Golpe de 1964 extinguiu os partidos políticos existentes anteriormente, substituindo-os por outros dois, a Aliança Renovadora Nacional-ARENA e o Movimento Democrático Brasileiro- MDB. O primeiro para abrigar as forças conservadoras existentes que estavam aliadas ao governo que foi favorecido pelo golpe. Os opositores foram acomodados no MDB. As forças políticas depostas foram deportadas, presas ou assassinadas nos anos seguintes ao golpe. Nas localidades mais distantes dos centros de decisão, como Araripina, ninguém queria desobedecer aos coronéis e marechais que passaram a ditar as ordens no País.

Em Araripina, o MDB não conseguiu espaço por falta de adeptos. As eleições de 1968 se realizaram só contaram com candidatos da ARENA. O partido registrou os candidatos no número exato de vagas, não havendo disputa eleitoral, como consequência.

 

17 – Sebastião Batista Modesto (1973/1977)

        -Vice: Climério Modesto Batista

 

O clima em 1972 continuava tenso em termos de liberdade política e de expressão. O regime implantado pelo Golpe Militar de 1964 não permitia o crescimento da oposição por meio de atuação partidária. Opositores de matizes ideológicos diferentes estavam lutando sob a camisa de força do movimento criado pelos militares, o MDB. Oposição cheirava a comunismo, terrorismo e outras coisas mais, diz Francisco Muniz no livro citado antes. O número de vagas na Câmara Municipal fora reduzido para sete, sendo registrados candidatos em número igual ao de vagas. Apenas a ARENA apresentou e elegeu candidatos a prefeito, vice e vereadores.

No segundo mandato, de 1973 a 1977, Sebasto Batista encontrou um pouco mais de facilidade na gestão municipal. O básico já fora implantado tanto no seu primeiro governo como nos mandatos dos prefeitos que administraram a cidade, de 1969 a 1973. Criou a Secretaria de Educação, ainda não existente na estrutura administrativa do município. Cuidou também dos colégios existentes na sede e das escolas da zona rural, aumentando o número de vagas, construindo novas escolas e ampliando a oferta de vagas daqueles já existentes. Criou também novos cursos profissionalizantes na cidade.

Encarou e pautou a educação com prioridade máxima do seu governo. Dotou, em sua gestão, o município de Araripina de escolas fundamentais em distritos, povoados e principais sítios. Melhorou e ampliou também o ensino de Segundo Grau, na sede e implantou o primeiro curso técnico em Contabilidade do Sertão do Araripe. Diante de tal expansão educacional, a cidade se viu carente de professores. Um curso de formação de professores para o Ensino Fundamental, que existia na época com o nome de Curso Normal já não atendia mais a demanda por mestres. Contando com a ajuda do incansável e perseverante Professor Vicente Alexandre Alves, partiu para a criação de uma faculdade que possibilitasse a formação de professores, no próprio município. Ainda no seu primeiro mandato,em 1968,comprou um terreno de 36.300 m2 para abrigar a futura Faculdade de Formação de Professores de Araripina, o que terminou por não acontecer. O terreno foi cedido, anos mais tarde, ao Estado para a implantação do Centro Educação Rural Luiz Gonzaga Duarte-Ceru, atual Escola de Referência de Ensino Médio-EREM, da sede do Projeto Sertanejo e do Centro de Saúde, órgãos instalados em gestões municipais subsequentes. Neste mesmo terreno, foram erguidos os muros de um estádio de futebol municipal que funcionou durante muitos anos onde hoje está edificado o Sesc Ler de Araripina. Mesmo sem um prédio próprio, criou a Faculdade de Formação de Professores de Araripina,em 1975,fruto de uma ação coletiva da população de Araripina.

 

18 – Pedro Alves Batista (1977/1982)

-Vice: José Gualter Barreto de Alencar

 

A eleição de 1976,ao contrário de 1972, foi bastante concorrida. Três candidatos disputaram ao cargo, dois da ARENA e um do MDB. Pedro Batista venceu por uma estreita margem de 89 votos.

Médico formado pela Universidade federal de Pernambuco, Dr.Pedro Batista deu continuidade à administração de Sebasto Batista. Pavimentou algumas ruas do centro e estendeu o calçamento a outras ruas mais afastadas.

 

19 – José Valmir Ramos Lacerda (1982/1989)

        Vice: Emanuel Bringel

 

José Valmir Ramos Lacerda, ou  Dr. Valmir Lacerda, como é conhecido pela maioria da população, nasceu em Araripina e tem na Odontologia a sua profissão. Formado na Universidade Federal de Pernambuco é casado com a também odontóloga Maria Dioneia de Andrade Lacerda, com quem teve quatro filhos. Jose Valmir Ramos Lacerda, Valdemiro de Sousa Neto, Rian de Andrade Ramos Lacerda e Neyara de Andrade Ramos Lacerda, todos eles médicos, sendo que Neyara  é também advogada.

Foi professor de Biologia, Botânico e Zoologia dos antigos colégios São Gonçalo, Santa Maria, Paulo VI e dos colégios estaduais de Araripina. Como atividade principal, o Dr.Valmir Lacerda foi um profissional exemplar daqueles que colocam o ser humano em primeiro plano deixando a questão financeira em plano secundário. Nunca perdeu a paciência com as intermináveis filas e o sobre carregamento causado pelo perverso sistema de saúde do Brasil. Sempre atendi a todos que me procuravam no meu gabinete sem me preocupar com o avançar da hora, adiantando que também atendia  muito além da cota pra ele estipulada. Assim procedeu nas cidades onde prestou serviço, como Araripina, Simões, Padre Marcos, Santa Cruz e Santa Filomena”.

Na política, o Dr. Valmir Lacerda foi prefeito de Araripina entre os anos de 1983 a 1988, considerado um dos melhores prefeitos na historia do município desencadeando um processo de desenvolvimento onde todos  ressaltam que a historia de Araripina se divide em duas  fases: antes e depois de Valmir Lacerda. Esse argumento prende-se a um dado inquestionável, que é o considerável elenco de obras construídas no período em que governou Araripina.

Ainda sobre política, o ex-prefeito defende que ao abraçar a vida pública a trajetória de vida do pretendente não pode deixar de ser considerada já que, em sua opinião, não existe a possibilidade de um homem tornar-se político e representar com dignidade o seu povo se a sua vida pública não for amplamente recomendável.

A legislação que prorrogou os mandatos de prefeitos por mais dois anos, possibilitou a criação de novos partidos e extinguiu os dois existentes anteriormente. Em Araripina foram instalados diretórios do Partido Democrático Social-PDS, que sucedeu a ARENA e do Partido do Movimento Democrático Brasileiro-PMDB, substituindo o MDB.

Com a decisão do Governador de Pernambuco, Marco Maciel de se desincompatibilizar do cargo para concorrer a uma vaga no Senado Federal, coube ao Deputado Estadual araripinense José Ramos, na Presidência da Assembleia Legislativa assumir Governo do Estado por um ano e organizar, como chefe do executivo estadual, as eleições gerais de 1982. Em Araripina,  Governador José Ramos conseguiu aglutinar o PSD em torno da candidatura do seu primo Dr. Valmir Lacerda, para prefeito e Emanuel Bringel, para vice nas eleições de 1982.

 

20 – Valdemir Batista de Souza (1989/1992)

Vice: Dr. José Alencar Gulater

 

Dr. Valdemir Batista de Souza, carinhosamente chamado de Dr. Mimi por todos, foi médico, vereador por três mandatos, sendo presidente da Câmara no biênio 1981/1982, prefeito de Araripina entre os anos de 1989 a1992 e vice-prefeito por dois mandatos de 1997 a 2004, na gestão do prefeito Emanuel Bringel. Era sua característica peculiar preocupar-se com as pessoas mais simples que necessitavam dos seus cuidados médicos no Hospital e Maternidade Santa Maria. Nasceu no Distrito de Serra Branca, Município de Ipubi no ano de 1939, mas veio morar com a família em Araripina ainda criança.  Faleceu aos 70 anos de idade, em Recife. Era casado com a Sra. Lindalva Delmondes e deixou quatro filhos.

 

21 – Maria Dioneia de Andrade Lacerda (1993/1996)

        Vice: Valmir Simeão

 

Dra. Dionea, como é mais conhecida na cidade, é formada em Odontologia pela antiga Faculdade de Odontologia de Caruaru-FOP, hoje ASCES e veio para Araripina ao se casar com o ex-prefeito Valmir Lacerda. Exerceu a atividade profissional de cirurgiã dentista até os dias de hoje tendo se tornado, nesta época, conhecida e admirada por todos na cidade e nos distritos do município de Araripina.

Não foi possível articular um consenso para as eleições de 1992. Nenhum  nome conseguiu harmonizar os interesses locais. Três candidatos se apresentaram para a disputa eleitoral. Emanuel Santiago Alencar-Bringel, representante do Partido da Reconstrução Nacional-PRN, tendo José Batista de Lima, como candidata a vice-prefeito; Maria Dioneia Lacerda, pelo Partido da Frente Liberal-PFL,tendo o empresário Manoel Valmir Simeão, como vice e José Alencar Gualter- Dr. Zé Alencar,pelo Partido Social Trabalhista-PST,com Paulo Tarcísio Reis de Alencar, como vice.

As eleições de 1992 exploraram ao extremo o caráter festivo que vinha se acentuando em eleições passadas: o uso de música, paródias, refrões e cores privativas de cada candidatura. Trios elétricos, carros de som, cantores de casa e de fora em showmícios que se estendiam até a madrugada. As cores demarcavam os domínios políticos em casas e pontos espalhados pela cidade. O azul, o amarelo e o vermelho representavam as opções políticas do momento eleitoral.

Outra característica marcante dessa eleição foi uma mulher como candidata à prefeitura de Araripina, fato inédito, até então. Além da primeira candidata, a Dra. Dioneia se tornou a primeira prefeita eleita de Araripina, com uma larga margem de votos à frente do segundo colocado. A presença feminina também surpreende na disputa à Câmara de Vereadores, seis candidatas se apresentaram, embora apenas uma tenha sido eleita.

 

A presença efetiva da mulher na política em Araripina

 

        No governo de Joaquim Pereira Lima, entre 1955 e 1959, o vereador José Barreto de Alencar (Dorico) faleceu no exercício do mandato. Como só haviam sido registradas candidaturas iguais ao número de vagas, conforme prática adotada por todos os partidos, novas eleições para a Câmara Municipal foram marcadas para o dia 15 de dezembro de 1957, envolvendo apenas eleitores da sede do município, em 10 seções instaladas na própria Câmara dos Vereadores. A candidata única, viúva do vereador falecido, Dona Cecy de Alencar foi eleita para ocupar a vaga em disputa, sendo considerada a primeira mulher a se tornar vereadora em Araripina e umas das primeiras do Estado, também. Em razão disso, o seu nome foi dado ao Memorial Histórico de Araripina.

Vinte e dois anos depois, Vera Lúcia dos Santos Araújo foi eleita vereadora em Araripina, concorrendo com mais de vinte outros candidatos. Em pleito normal, foi a primeira vereadora eleita em Araripina, para um mandato de quatro anos. Dez anos depois, em 1992, a  Dra. Dioneia Lacerda, odontóloga e esposa do ex-prefeito Valmir Lacerda (1983-1988) foi eleita se tornando a primeira prefeita do Município de Araripina e de uma vasta região do Sertão, para a gestão 1993/1996. Nessa mesma eleição de 1992, seis mulheres se canditaram à Câmara Municipal, sendo que apenas foi eleita, a vereadora Maria Darticléia A. Lima Modesto que assumiu a Vice-presidência da câmara no biênio de 1995/1996. A vereadora Maria Darticléia A. Lima Modesto foi reeleita para o mandato de 1997/2000, chegando à condição de Presidenta da Câmara de 1997/1998. Para o mandato 2001/2004, Maria Augusta Lima Modesto foi também eleita vereadora. Maria Darticléia Lima Modesto é filha do ex-prefeito e ex-deputado estadual Joaquim Pereira Lima. Depois disso, suas filhas Maria Augusta Lima Modesto e Camila Modesto também conquistaram vagas na Câmara Municipal de Araripina,em eleições subsequentes.(Maria José L. Carvalho,2011).

 

 

22 – Emanuel Santiago Alencar (Bringel) (1997-2000) e (2001-2004)

        Vice: Valdemir Batista de Sousa (Dr. Mimi)

 

        Foi o terceiro membro da Família Santiago Bringel a ocupar o cargo de prefeito de Araripina. Antes,em 1935, o seu pai José Deodato Santiago fora nomeado para o cargo pelo Interventor Federal em Pernambuco,Carlos de Lima Cavalcanti,mas o  seu avô,Deodato Pereira Santiago,que embora não tenha sido a pessoa nomeada,  assumiu o cargo de Prefeito de Araripina por alguns dias em lugar do filho. Bringel nasceu em Araripina, em 10 de julho de 1949. Filho de José Deodato Santiago, prefeito de Araripina no período de 1935 a 1937. É casado com D. Volúzia Batista e tem um filho que foi vereador e vai ocupar o cargo de vice-prefeito na nova gestão de Raimundo Pimentel que se inicial em 2017.

 

Atuação política

 

As duas gestões de Emanoel Bringel, como Prefeito de Araripina, podem ser destacadas por grandes realizações. Foi também Deputado Estadual em Pernambuco entre 2011 e 2014, pelo Partido da Social Democracia Brasileira. Antes disso, foi vereador de Araripina por três mandatos, ocasião em que  ocupou a presidência da Casa Joaquim Pereira Lima. Vice-prefeito, por uma vez e prefeito de Araripina, por dois mandatos, fatos que mostram a sua capacidade e liderança política na cidade e região.

 

23 – Valdeir Batista de Sousa (2005-2008)

        Vice: Valmir Lacerda

 

                O empresário Valdeir Batista estreou na política local em Araripina nas eleições municipais de 1972, quando foi candidato eleito a vereador na eleição de Sebastião Batista Modesto. Nasceu em 10/10/1936, no Distrito de Serra Branca, Município de Ipubi-,PE. Fez os estudos básicos em Araripina e estudou no Rio de Janeiro, onde se formou em Administração de Empresas. Depois disso, foi gerente do BANDEPE, antigo banco público pertencente ao Governo de Pernambuco. Em 1970, inicia sua carreira como empresário de sucesso ao criar a Cia. ARTEFIL, em Araripina. No início era uma pequena tecelagem, com poucos funcionários, mas tendo um homem de grandes ideias na administração dos negócios. Foram essas ideias unidas à coragem, à ousadia e à perseverança desse nordestino que trouxeram o progresso e muito sucesso em seus empreendimentos. Valdeir Batista preside oito empresas e aproximadamente 500 funcionários, que atuam nos ramos têxtil, comércio de tecidos e comunicação, formando o Grupo Valdeir Batista.

 

Vida pública

 

Valdeir Batista foi vereador em Araripina no período de 1973 a 1977, época em que vereador não recebia remuneração. Deputado Estadual por duas vezes e Prefeito do Município de Araripina, de 2005 a 2008. Valdeir é presença constante em Araripina, atribui este fato ao carinho dos amigos que possui na cidade e a necessidade de ouvir e atender os pleitos do povo da cidade.  Lembra sempre das obras que foram realizadas por sua gestão no primeiro ano de governo, cujo slogan era “Aqui se trabalha”.

 

24 – Luiz Wilson Ulisses Sampaio (2009-2011)

       Vice: Alexandre Arraes

 

        Nascido na cidade de Exu-PE, em 1954, filho de Wilson Xavier Sampaio – que ainda na década de 1950 deixou Exu e veio morar em Araripina com sua família. Lula Sampaio tentou um mandato de prefeito por 16 anos. Em 2008, se candidata a prefeito de Araripina pela quarta vez. A coligação liderada pelo PTB, Frente Popular de Araripina, tendo Lula Sampaio como candidato a prefeito e Alexandre Arraes, estreante na política partidária como candidato a vice-prefeito, sagrou-se vitoriosa com uma larga margem de votos. Conseguiu totalizar mais de 22 mil votos, contra pouco mais de 16 mil conseguidos pelo seu adversário Bringel.

 

25 – Alexandre José Alencar Arraes

(12.12.2011 a 18.06.12 e 24.07.12 -12.09.20120-Interino por 180 dias)

 

Nascido em dezembro de 1960, Alexandre Arraes é filho de Expedito Granja Arraes e de Suzete Gualter Alencar, empresários de Araripina e fundadores do tradicional Café Araripe. É casado com Roberta Bertino Arraes com quem tem três filhos, Mariana, Humberto e Alexandre. Com 18 anos foi morar em Recife onde cursou Economia na Universidade Federal de Pernambuco.

Retornando a Araripina, em 1987, Alexandre Arraes passou a assessorar os pais nas empresas da família e, anos mais tarde, inicia seus próprios negócios no ramo da calcinação de gesso. Foi eleito vice-prefeito de Araripina, em 2008 e, durante 180 dias assumiu o poder executivo como Prefeito Interino.

 

26 – ADALBERTO FREITAS FERREIRA (Interventor)

Setembro a Dezembro de 2012

 

O Governador do Estado, Eduardo Campos nomeou no dia 13 de setembro de 2012 o tenente-coronel Adalberto Freitas Ferreira como interventor do município de Araripina, que ficou responsável pela gestão da cidade até a posse do novo prefeito, Alexandre Arraes, em 1º de janeiro de 2013. O tenente-coronel Adalberto Freitas tinha 45 anos de idade, na época. É natural da cidade de Recife e iniciou sua carreira na Polícia Militar de Pernambuco em 1987, servindo em diversos batalhões pelo interior do Estado. Estava lotado na Secretaria da Casa Militar, exercendo o cargo de Coordenador de Segurança Institucional na ocasião de sua vinda para Araripina.

No pouco tempo em que esteve na Prefeitura, o Sr. Adalberto Freitas tratou sanear as finanças municipais e a colocar a casa em ordem, como afirmou em entrevista concedida à imprensa local no final de seu trabalho.

Colocou a folha de pagamento em dia e procedeu ao recolhimento previdenciário que não estava sendo feito pelo prefeito afastado, Lula Sampaio. Recuperou o serviço de limpeza urbana e do transporte escolar que também estavam paralisados. Teve tempo ainda de desenvolver algumas ações em áreas importantes como educação, saúde, ação social, agricultura e especialmente ações diretas ligadas à administração da sede municipal como atualização dos sistemas tributários e contábeis, além da modernização do Portal da Transferência que a partir daquele momento tornava público qualquer movimentação financeira como a folha de pagamento da Prefeitura, por exemplo.

Outras ações executadas foram redução do comprometimento da receita em relação à folha de pagamento, de 65%, encontrado quando assumiu o cargo para o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal que é de, no máximo, 60% incluindo a folha e o repasse à Câmara Municipal; a normalidade dos repasses ao ARARIPREV e efetivação dos pagamentos de salários, tantos dos funcionários em atividade quanto os aposentados e pensionistas, incluindo 13º salário.

 

27 – Alexandre José Alencar Arraes (2013-2016)

        -Vice: Valmir Lacerda Filho

 

No dia 1° de janeira de 2013, Alexandre Arraes e o vice Valmir Lacerda Filho assumiram o comando da cidade de Araripina administrando até 31 de dezembro de 2016.